A importância do rádio


Créditos da matéria: Fonte: http://www.carosouv intes.org. br Por Antonio Paiva Rodrigues

Um fiel escudeiro, cheio de surpresas, uma caixinha que fala que encanta as crianças na mais tenra idade. Certa vez notamos o espanto de um adolescente quando indagava: “Como pode essa caixinha falar”? Não tem fios e mesmo assim funciona.

Era o milagre da tecnologia quando do lançamento do rádio portátil, do rádio a pilha. Algumas crianças chegavam a balbuciar milagre, milagre, milagre. O rádio sempre foi e será um fiel escudeiro do homem. A voz encanta, corta a noite, as madrugadas frias e calorentas, encanta no verão, no inverno e em todas as estações do ano.

Lança ao ar belas melodias, através das ondas curtas, médias e de freqüências moduladas. É sempre agradável a companhia do rádio, seja grande ou pequeno, ele transmite os grandes espetáculos, as grandes tragédias e assim vamos nos inteirando do que acontece. O rádio aproxima os povos, desperta a atenção por línguas diferentes e nos leva a imaginar como será a vida em determinados países.

Senhoras e senhores nosso alô, estamos no ar, tudo bem! Uma voz bela e suave soa do outro lado, mas bem junto de nós. “O rádio provoca uma aceleração da informação que também se estende a outros meios. Reduz o mundo a uma aldeia (…). Mas, ao mesmo tempo em que reduz o mundo a dimensões de aldeia, o rádio não efetua a homogeneização dos quarteirões da aldeia. Bem ao contrário”.

Ganhar contornos lentamente, popularizar as transmissões, essa era a missão inicial do rádio. Embora a indústria fonográfica já existisse desde o final do século 19. Elba Dias da Rádio Clube do Brasil, no Rio de Janeiro se tornava musa do rádio. Incentiva cantores nessa fase embrionária e daí nascem figuras exponenciais como Francisco Alves e Mário Reis. Surge então o interesse pela produção de discos e de espetáculos.

O popular vai dando lugar ao erudito, a publicidade começa dar o ar da sua graça, fazendo com que Roquette-Pinto e Henry Morize dessem um largo passo para a massificação pela busca incessante de anunciadores.

A publicidade surge oficialmente no dia primeiro de março de 1932, pelo Decreto 21.11, que estipula o máximo de 10% de veiculação comercial sobre toda programação da emissora.

O elenco fixo no rádio surge pelos idos dos anos 1930. É o tempo dos artistas exclusivos, das rádionovelas, dos programas humorísticos e dos programas de auditório. Surge então à comunicação de massa em 1940, no Estado Novo. A Rádio Nacional do Rio de Janeiro, alça o rádio à condição de veículo de massa, conforme o gosto dos ouvintes, sempre na busca excessiva dos grandes comerciais.

A radiodifusão é uma palavra de nossa língua equivalente em inglês a broadcasting, cuja sinonímia está relacionada a algo como semear aos quatro ventos. É isso que o rádio faz: emite sinais através de ondas eletromagnéticas.

Existe diferença entre rádio e radiodifusão? Sim. Radiodifusão compreende os dois veículos – televisão e rádio – que transmitem por meio de ondas radioelétricas, as notícias, os programas etc., destinados à recepção pública. Compreende a radiodifusão sonora (o rádio) e a radiodifusão de sons e imagens (a televisão). Enfim, é a radiocomunicaçã o.

O rádio tem aspectos diferenciados, como radiofonia, onde se destacam o radioator e a radiocultura. Pode ser também um meio de comunicação que utiliza emissões de ondas eletromagnéticas para transmitir a distância mensagens sonoras destinadas a audiências numerosas.

A radiotelefonia, a transmissão de voz sem fios, se convencionou chamar de rádio. Isso pelos idos de 1916, quando o russo radicado nos Estados Unidos da América do Norte David Sarnoff, anteviu a possibilidade de cada indivíduo possuir em sua casa um aparelho receptor. Com audiência ampla, heterogênea e anônima sua mensagem é definida por uma média de gosto e tem quando transmitida, baixo retorno( feedback).

Os estudiosos Rabaça e Barbosa afirmam ainda ser o rádio um veículo de radiodifusão sonora que transmite programas de entretenimento, educação e informação. Música, notícias, discussões, informações de utilidade pública, programas humorísticos, novelas, narrações de acontecimentos esportivos e sociais, entrevistas e cursos são os gêneros básicos dos programas.

Os serviços de radiodifusão – rádio e televisão – são prestados mediante concessão do Estado, que considera de interesse nacional, e deve operar dentro de regras preestabelecidas em leis, regulamentos e normas.

As rádios perderam o trem da mudança



Créditos da matéria: Caros Ouvintes / ParaPensarPropagand aPor Nauro Rezende Júnior


Publicado em: DX Clube do Paraná - dxclube@yahoogrupos.com.br<>


Nos dias de hoje é muito comum associarmos algumas palavras ao mundo da alta-tecnologia. Porém, termos como cyber-cultura, multimídia e interatividade são bem mais antigos que os computadores pessoais e a internet.Por Nauro Rezende Júnior
Pouca gente se lembra, mas o rádio foi, sem dúvida, o primeiro meio de comunicação de massa com interatividade em tempo real. É claro que essa interatividade se dava de maneira diferente, via telefone, via auditório, mas a interação acontecia.
Era comum ouvir nas emissoras de rádio recados de namorados, oferecimento de músicas e mesmo o ouvinte ao vivo via telefone. Hoje, entretanto, poucas são as rádios que têm em sua programação lugar para essa interação.
Esse panorama tornou-se ainda pior a partir do final dos anos 1990, com a chegada da internet. A partir desse momento, as rádios, que eram o único meio rico em interação com os ouvintes, viram seu lugar ser tomado por um novo meio, desceram do trem da inovação e, com raras exceções, ficaram no terminal esperando o próximo passar.As primeiras rádios on-line surgiram no início dos anos 2000 e não estavam ligadas a nenhuma grande empresa de comunicação, muito menos a estações de rádio. Eram projetos de garagem, idéias de novas empresas de tecnologia ou mesmo o reflexo do desejo de expressão de grupos de adolescentes mundo a fora.
Nesse momento, muito se falou sobre o fim das rádios tradicionais e, mesmo com este panorama apocalíptico projetado, poucas foram as emissoras que se mexeram para entender o que eram essas rádios on-line e como elas, as rádios tradicionais, poderiam aproveitar esse novo mercado.
No ano de 2006, tive a oportunidade de discutir alguns projetos de entrada na web de várias emissoras e participei ativamente de dois deles. O que percebi naquele momento é que a maioria das emissoras do estado de Santa Catarina ainda estava sentada no banco da estação. Todos os projetos focavam a presença institucional da rádio na internet. Não havia preocupação com a interação com o usuário/ouvinte. Para essas emissoras, a internet era um folheto digital.
Hoje, em 2008, a internet se firma cada vez mais como grande veículo de comunicação do mercado, permitindo que as rádios desenvolvam a custos muito baixos, novos projetos comerciais, ações de responsabilidade social e a ampliação da base de ouvintes em âmbito global.
Porém, para as emissoras de rádio, a maior vantagem em investir forte em sua presença na web é a retomada da interação com os ouvintes. Pois, ao contrário do que se pensa, a internet não é uma rede de computadores é uma rede de pessoas. E é para essas pessoas, os ouvintes, que as emissoras devem olhar. Ferramentas para isso não faltam.
As emissoras que quiserem, em um futuro próximo, continuar a ter audiência, devem se levantar, entrar no trem e, de preferência, assumir o lugar do maquinista, pois se não o fizerem correm o risco de ter sua “fiel” audiência sintonizada na Kiss FM de Nova Iorque ou em qualquer outra rádio do mundo.
Interação, proximidade com o público, identificação e boa programação. Se existe um segredo para uma rádio tradicional fazer sucesso na web, ele com certeza está nesses quatro pontos.
O trem está de partida, e dessa vez é provável que ele não volte à estação.

A experiência do homem do campo e do radioescuta


Créditos da matéria:Huelbe Garcia publicado em radioescutas@yahoogrupos.com.br
Toda manhã, no programa do primeiro horário da Rádio Guaíba, o apresentador chama por telefone diversos colegas radialistas do interior do RS para relatar o tempo:"Em Rio Grande, tempo encoberto, 12 graus. Previsão de dia encoberto""Em Passo Fundo, chuva na madrugada. A mínima foi 4 graus. Previsão de tempo encoberto. 13 graus, umidade 80%".Mas hoje (pena que não ouvi com atenção), o relato foi surpreendente:"O homem do campo não usa aparelhos para saber do tempo, ele usa seu conhecimento. Ele sabe que quando o vento vira, em 2 dias é chuva certa. E tem a propagação - quando nós que usamos rádio, radioamadores, vemos que as ondas de nossa rádio são recebidas longe, que a propagação está aberta, sabemos que em pouco dias vai chover. O homem do campo sabe do tempo por experiência. Em Uruguaiana tempo chuvoso, cerração, 100% de umidade e 12 graus. Bom dia!"
:)

A história da válvula


Crédito da matéria: João D.C. Azzolin

Ao acender a primeira lâmpada elétrica em 1879, Thomas Alva Edison não imaginava que também estava fazendo nascer à técnica que proporcionaria a construção da primeira válvula de rádio. Sabemos que aquela primeira lâmpada consistia em um filamento de carvão colocado dentro de uma ampola de vidro, na qual era produzido o vácuo. Apesar do sucesso inicial, algo começou a preocupar o inventor. Depois de algumas horas ligada, a lâmpada apresentava um certo enegrecimento em sua ampola de vidro, reduzindo, portanto a luminosidade. Estudando o fenômeno, concluiu Edison que partículas de carvão se desprendiam do filamento em direção à ampola, causando seu enegrecimento. Em uma das tentativas de resolver o problema, colocou dentro da lâmpada e em paralelo com o filamento, um segundo elemento que consistia em um simples fio metálico. A intenção era que este novo elemento retivesse as partículas de carvão, evitando assim que atingissem a ampola. Conectando este fio a uma tensão positiva, notava-se uma deflexão no galvanômetro conectado em série, indicando uma passagem de corrente entre este novo elemento e o filamento da lâmpada. Confirmou-se então a suposição de que o novo elemento solucionaria a questão do enegrecimento. Concluiu então Edison que a corrente que circulava entre o filamento e o fio metálico (que hoje chamaríamos de placa) não circulava através do vácuo, mas sim através das partículas de carvão emitidas pelo filamento. Observou também que ao aplicar uma tensão negativa ao novo elemento, o galvanômetro nada indicava, concluindo, pois que a corrente circulava em um único sentido. Embora não o tenha conseguido explicar convenientemente, batizou a nova descoberta como "EFEITO EDISON”, fato este levado a público em 1883. Em verdade sem o saber, Edison havia construído a primeira válvula termiônica. Outros pesquisadores haveriam de prosseguir os estudos sobre a descoberta de T. A. Edison, assim é que em 1895, W. R. Preece, na Inglaterra estudou mais profundamente o fenômeno, chegando a conclusões bem mais concretas. Concluiu Preece que partículas carregadas de eletricidade negativa, eram emitidas pelo filamento e atraídas pelo segundo elemento carregado com eletricidade positiva e repelidas pelo mesmo, quando carregado negativamente (emissão de elétrons). Apesar do estudo mais aprofundado, não ocorreram a Preece quaisquer usos práticos, resultantes das conclusões a que chegou. O assunto caiu no esquecimento e somente nove anos mais tarde, em 1904, outro pesquisador inglês, “John Ambrose Flemming" daria prosseguimento e obteria o primeiro resultado prático. Ao contrário de Edison e Preece, que utilizaram como segundo elemento, apenas um fio metálico, ao professor Flemming ocorreu à idéia de envolver todo o filamento da lâmpada com uma placa metálica. Como resultado obteve correntes muito maiores circulando entre o filamento e a placa observando que também variavam de intensidade de acordo com o diâmetro da placa e a distancia desta em relação ao filamento. A primeira válvula "diodo" de uso prático estava criada, pois Flemming teve a feliz iniciativa de usá-la como detector de ondas radioelétricas. Os detectores existentes na época como o "cohesor" de Branly , o detector magnético de Marconi, o detector eletrolítico de Ferrié e até mesmo os detectores de cristal de galena e outros, tinham pouca sensibilidade e proporcionavam resultados bastante precários. A válvula diodo de Flemming como detetora era de um desempenho sensivelmente superior, tornando possível à recepção a maior distancia para as emissões radiotelegráficas à "chispa" da época, para a mesma energia irradiada.
Alguns anos mais tarde, em 1907 seria anunciada ao mundo a mais importante conquista para as radiocomunicações de que se tem notícia até o advento do transistor: a válvula "triodo". A honra coube a um brilhante pesquisador norte americano chamado "Lee De Forest". Estudava De Forest a experiência de Flemming, reproduzindo-a ao ar atmosférico, pois não possuía meios para levá-la a efeito no "vácuo" como fizeram Edison, Preece e Flemming. Para tanto utilizava uma haste metálica (cátodo) que era aquecida a gás, com um bico de Bunsen. Como a chama não podia ser interceptada, circundou-a com uma tela metálica conectando-a a uma fonte de tensão positiva. Ao efetuar as medições, os resultados obtidos embora menos evidentes, foram suficientes para comprovar os estudos de Flemming. Segundo relatos da época, De Forest acrescentava alguns sais ao cátodo, avaliando os resultados quando lhe ocorreu colocar uma segunda tela metálica (grade) entre a placa e o cátodo, para conter a chama que poderia estar influindo nos testes. Observou De Forest que conectando esta segunda tela (grade) a um potencial negativo, a corrente medida entre a haste (cátodo) e a tela externa (placa), era interrompida, porem quando ligada a um potencial positivo a corrente voltava a circular. De Forest repetiu a experiência, desta vez no vácuo e pode então constatar que uma pequeníssima variação na tensão aplicada à tela intermediária (grade) se traduzia em uma grande variação da corrente de placa, concluindo e comprovando que a válvula não só detectava, como também amplificava os sinais aplicados à grade. Assim nascia a primeira válvula de três elementos (triodo), batizada por De Forest com o nome de "AUDION" Outros pesquisadores dariam prosseguimento aos estudos de De Forest no aperfeiçoamento das válvulas, acrescentando outros elementos e melhorando a eficiência. Milhares de válvulas de diversos tipos e para variados fins foram fabricadas, tendo a produção começando a declinar nas ultimas décadas, sendo gradativamente substituídas pelos semicondutores. Atualmente o uso das válvulas está restrito a alguns serviços de radiodifusão, uso industrial, hospitalar, radioamadorístico

Ondas Curtas, quem ouve?


Deu tanta repercussão a entrevista que fiz com o jornalista Célio Romais (que aliás só virou jornalista porque era um dexista apaixonado) sobre Ondas Curtas, no jornal Agora, que reproduzo aqui (na íntegra) para quem não leu.1) O que são ondas curtas?São faixas de radiodifusão, assim como o AM e o FM. Elas têm características especiais de propagação e, por isso, são utilizadas para emissão a longa distância. As freqüências de ondas curtas são disponibilizadas nos receptores em faixas de metros. Então, temos os 13, 16, 19, 25, 31, 49 e outras faixas. Geralmente, em aparelhos analógicos, elas são indicadas no dial por "OC" ou "SW", que é a abreviação de short wave. Uma freqüência de 9575 kHz, por exemplo, está inserida na faixa de 31 metros. Num receptor digital, basta apenas digitá-la para captar a emissora. 2) Qual a diferença das outras ondas?Uma emissora de ondas curtas é captada no mundo inteiro. Dependendo de sua potência, pode ser ouvida nas Américas, África e Europa. Ela não precisa de concessão do governo, por exemplo, da Nigéria, para ser ouvida naquele país, o que é exigido em AM. O sinal de FM é limpo, mas limitado, pois vai em sentido reto, diferente das ondas curtas, que bate na ionosfera e retorna, viajando milhares de quilômetros. Então, fica mais fácil usar ondas curtas, que atingem diversos países, de um modo simples e ágil. 3) Como sintonizar ondas curtas?O primeiro passo é adquirir um bom receptor. Geralmente as lojas de galerias de grandes cidades têm receptores dos mais simples aos de ponta. O ideal seria adquirir um digital. Um excelente receptor custa em torno de setecentos reais. Mas existem os mais simples, que são encontrados por 150 reais. Além da antena telescópica, os radioescutas usam antena externa. Alguns receptores são vendidos com uma antena de carretel, de 5 metros, que melhoram os sinais das ondas curtas. Com o tempo, o radioescuta iniciante passa a conhecer outras maneiras de melhorar a recepção, principalmente na parte técnica, com a montagem de antenas e filtros para ruídos.4) Qual o melhor horário para ouvir ondas curtas?Depende da faixa. Algumas são ouvidas muito bem pela manhã. Outras à tarde e praticamente grande parte delas à noite. A faixa de 13 metros tem excelente propagação durante todo o dia, enquanto que 25 metros alcança grandes distâncias à noite.5) Quais as dificuldades para se ouvir ondas curtas?Na minha opinião, são as interferências externas, vindas de outros aparelhos: televisão, lâmpadas fluorescentes e computadores. O ideal seria residir em casa, com espaço para montar uma boa antena e, se possível, longe das interferências. Quem reside em apartamento, como é meu caso, deve esticar um fio de cobre na janela.6) Quem escuta ondas curtas?Milhares de pessoas. Em alguns países, 75% da população têm receptores com faixas de ondas curtas, como é o caso da França e Hungria. Sem falar nos países do Terceiro Mundo, como o Brasil. Qual a emissora que pode ser sintonizada no interior do Amazonas ou Pará? Uma de ondas curtas. Emissoras como a Aparecida e Bandeirantes são muito captadas em pequenas cidades da própria Região Sudeste. Afora isso, existe um grupo de pessoas que escutam ondas curtas por hobby. São os dexistas. Vem da sigla DX: "D", de distância e "X", de desconhecido. Um ouvinte de ondas curtas pode chegar facilmente a ser um dexista. O dexista é aquele que não se contenta apenas em ouvir um bom programa. Ele usa meios técnicos e usa cálculos de propagação para ouvir uma estação das Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné. Por exemplo, a emissora de Honiara, capital das Ilhas Salomão, pode ser ouvida, no Brasil, no nosso inverno. É que haverá um caminho noturno entre os dois países lá é noite e aqui é manhã. Então, sem a presença do sol há a propagação. O objetivo do dexista é ganhar uma confirmação das emissoras. Ele manda um relatório com dados técnicos e recebe da emissora um cartão, chamado de QSL, que é a confirmação. É o seu troféu. Os dexistas e radioescutas são muito bem informados sobre tudo o que se passa no mundo. Os clubes de dexistas são muito organizados. No Brasil, temos o DX Clube do Brasil, que conta com excelentes publicações. 7) O que a programação apresentada em emissoras de ondas curtas oferece?De tudo, desde filatelia até músicas de países completamente desconhecidos do planeta. A Rádio Havana Cuba transmite informações sobre a política mundial, na visão de Fidel Castro. O mesmo ocorre com a Rádio Internacional da China. As duas emitem em língua portuguesa. A Rádio Romênia transmite excelentes programas, também em português, sobre a história, cultura, folclore e cotidiano daquele país. As grandes emissoras sempre noticiam tudo o que ocorre no mundo. É o caso da BBC, Voz da América, Rádio França, entre outras. Também temos o cotidiano de países como Equador, Peru, Bolívia e do próprio Brasil. Um programa chamado Mundo Solidário, levado ao ar pela Rádio Exterior da Espanha deveria ser ouvido por todos. Ele apresenta informações de organizações humanitárias que lutam por um mundo melhor nos piores lugares do mundo. Na minha opinião, as ondas curtas são mais uma fonte de informação, diferente das que temos: rádios locais, jornais e televisões. Tais veículos, muitas vezes, apresentam uma notícia que teve como fonte ou intermediário os Estados Unidos. Então, nada melhor do que ouvir uma rádio direta da fonte, de países como o Irã e China. A palavra "jihad" é traduzida no Ocidente como "guerra santa", mas de acordo com o ensinamento islâmico significa "esforço" ou "empenho". Eis a diferença. 8) Quais os programas que você indicaria para o novo ouvinte de ondas curtas?O Mundo Solidário, da Rádio Exterior de Espanha, é apresentado, todos os dias às 23h, em 9620 e 15190 kHz. Para saber mais das ondas curtas, indico o Altas Ondas, irradiado nas sextas e sábado às 13h, pela Rádio Voz Cristã, em 21500 kHz. Há, também, o DX HCJB, pela Voz dos Andes, nos sábados às 22h, em 11920 e 12020 kHz. Eu colaboro com os dois programas, enviando notícias. Ou, indico simplesmente ligar o rádio em ondas curtas e descortinar um novo universo a ser explorado.

50 anos da Rádio Nacional


Créditos da matéria: www.radiobras.gov.br
Amanhã 31de maio de 2008 a Rádio Nacional faz 50 anos.
A Rádio Nacional faz história. Emissora tradicional, popular e jornalística, está desde 1958 integrando o País pela informação, pela boa música e veiculação de utilidade pública
A programação jornalística da Rádio Nacional contempla assuntos de interesse do cidadão, respeitando a diversidade do povo brasileiro. Os noticiários locais tratam de temas relevantes para a comunidade do Distrito Federal e Entorno. Muitos assuntos são sugeridos pelo ouvinte. Aqui, o jornalismo tem foco no interesse público. Os programas da emissora trazem entrevistas e reportagens focadas nos acontecimentos importantes do Brasil e do mundo.
toda a programação, a Rádio Nacional divulga fatos relevantes e de interesse do cidadão. Leva a informação útil para o dia-a-dia da comunidade. Ajuda o ouvinte a compreender melhor a realidade que o cerca. Muito mais do que informações sobre trânsito, tempo e temperatura, as de utilidade pública tem caráter educativo e função social: informa, alerta, orienta e estimula o ouvinte a exercer seus direitos e deveres de cidadão.A Rádio Nacional leva a informação de qualidade para uma vida melhor.
Na Rádio Nacional, a cultura e a arte são notícia. A educação para a arte e a arte na educação. Estilos e ritmos musicais. Agenda cultural e entrevistas com artistas nacionais e populares. Toda a diversidade e a riqueza da cultura nacional. O Brasil e suas expressões nas ondas do rádio.
Na Rádio Nacional, a cultura e a arte são notícia. A educação para a arte e a arte na educação. Estilos e ritmos musicais. Agenda cultural e entrevistas com artistas nacionais e populares. Toda a diversidade e a riqueza da cultura nacional. O Brasil e suas expressões nas ondas do rádio.
A Rádio Nacional pode ser ouvida em OC nas faixas de 25 mts em 11780KHZ e na faixa de 49 mts em 6180 KHZ, na faixa de FM em 96,1 MHZ, em AM 980 KHZ. Podendo ser ouvida também na Internet através do Link: http://www.radiobras.gov.br/radioslivres/nacional-rj.m3u

O rádio no cotidiano brasileiro


Créditos da matéria:Adaptação do texto original: A PARTICIPAÇÃO DO RÁDIO NO COTIDIANO DA SOCIEDADE BRASILEIRA (1923-1960) de Lia Calabre

O rádio fez sua primeira aparição pública e oficial no Brasil, em 1922, na Exposição Nacional, preparada para os festejos do Centenário de Independência Brasileira, entre os anos 20 e os 60 do século XX o rádio foi o principal veículo de comunicação de massa do Brasil.
Ainda em 1932, no mês de maio, o rádio dava amostras de sua capacidade de mobilização política. A cidade de São Paulo exigia a deposição do então Presidente Getúlio Vargas, as rádios paulistas, em especial a rádio Record se transformavam em poderosas armas. Em julho, teve início o movimento que ficou conhecido como a Revolução Constitucionalista, que tinha como principal exigência a convocação de eleições para a formação de uma Assembléia Constituinte: o país necessitava de uma nova Constituição. A cidade logo foi cercada pelas forças federais, isolada, utilizou as emissoras de rádio para divulgar os acontecimentos a outras partes do país. Em outubro São Paulo entregava as armas. O rádio saiu do conflito revigorado por sua destacada atuação.
Os aparelhos de rádio dos anos 40 e 50 ainda eram relativamente grandes, as famílias brasileiras mantinham o hábito de se reunirem para jantar, ouvir o rádio e conversarem sobre as notícias do dia. A proximidade entre os índices de energia elétrica e de aparelhos de rádio, nos permitem afirmar que ocorreu um processo de popularização do rádio, fazendo dele quase que uma presença obrigatória nos lares brasileiros, é o que nos mostra o recenseamento do IBGE –VII de 1960.
Nos domicílios visitados - 38,54% do total com energia elétrica e 35,38% do total com aparelhos de rádio. Um outro indicador da popularização, ou até mesmo da banalização da presença do rádio nos grandes centros urbanos, é o de que em uma pesquisa do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública) de 1960), sobre o potencial efetivo dos mercados carioca e paulista para as utilidades domésticas o rádio simplesmente foi excluído.

Os relés na prática


Créditos da matéria: www.metaltex.com.br

O que determina a utilização de um relé numa aplicação prática são suas características. O entendimento dessas características é fundamental para a escolha do tipo ideal. A bobina de um relé é enrolada com um fio esmaltado cuja espessura e número de voltas são determinados pelas condições em que se deseja fazer sua energização. A intensidade do campo magnético produzido e, portanto, a força com que a armadura é atraída depende tanto da intensidade da corrente que circula pela bobina como do número de voltas que ela contém. Por outro lado, a espessura do fio e a quantidade de voltas determinam o comprimento do enrolamento, o qual é função tanto da corrente como da tensão que deve ser aplicada ao relé para sua energização, o que no fundo é a resistência do componente. Todos estes fatores entrelaçados determinam o modo como a bobina de cada tipo de relé é enrolada. De um modo geral podemos dizer que nos tipos sensíveis, que operam com baixas correntes, são enroladas milhares ou mesmo dezenas de milhares de voltas de fios esmaltados extremamente finos, alguns até mesmo mais finos que um fio de cabelo!
As armaduras dos relés devem ser construídas com materiais que possam ser atraídos pelos campos magnéticos gerados, ou seja, devem ser de materiais ferromagnéticos e montadas sobre um sistema de articulação que permita sua movimentação fácil, e retorno à posição inicial quando o campo desaparece. Peças flexíveis de metal, molas ou articulações são alguns dos recursos que são usados na montagem das armaduras.
A corrente máxima que os relés podem controlar depende da maneira como são construídos os contatos. Além disso existe o problema do faiscamento que ocorre durante a abertura e fechamento dos contatos de relé, principalmente no controle de determinado tipo de carga (indutivas). O material usado deve então ser resistente, apresentar boa capacidade de condução de corrente e, além disso, ter um formato próprio, dependendo da aplicação a que se destina o relé. Dentre os materiais usados para a fabricação dos contatos podemos citar o cobre, a prata e o tungstênio. A prata evita a ação de queima provocada pelas faíscas, enquanto os contatos de tungstênio evitam a oxidação. O número de contatos e sua disposição vai depender das aplicações a que se destinam os relés. Temos então diversas possibilidades:

- Contatos NA ou Normalmente Abertos

Os relés são dotados de contatos do tipo normalmente abertos, quando estes permanecem desligados até o momento em que o relé seja energizado. Quando o relé é energizado, os contatos fecham, e com isso pode circular corrente pelo circuito externo.

- Contatos NF ou Normalmente Fechados

Estes relés apresentam um ou mais contatos que estão fechados, permitindo a circulação pela carga externa, quando a bobina estiver desenergizada. Quando a bobina é percorrida por uma corrente, o relé abre seus contatos, interrompendo a circulação de corrente pela carga externa. Usamos este tipo de relé para desligar uma carga externa ao fazer uma corrente percorrer a bobina do relé.

- Contatos NA e NF ou Reversíveis

Os relés podem também ter contatos que permitem a utilização simultânea dos contatos NA e NF ou de modo reversível. Quando o relé está com a bobina desenergizada, o contato móvel C faz conexão com o contato fixo NF, mantendo fechado este circuito. Energizando a bobina do relé o contato C (comum) passa a encostar no contato NA, fechando então o circuito.Podemos usar este tipo de relé para comutar duas cargas.

O incrível ouvido do Dexista


Crédito da matéria: Adalberto Azevedo publicado em radioescutas@yahoogrupos.com.br


Pois o ouvido do dexista é nada mais, nada menos que um instrumento de trabalho, e um respeitável instrumento.Se vocês se recordam, nos antigos filmes de Farwest, era comum a cena de um índio colocar o ouvido no chão e depois informar:"São seis cavaleiros vindo do lado sudeste, quatro cavalos, uma égua e um burro, sendo que um deles está sem uma ferradura... e são um baio, um alazão, dois malhados e dois pretos."O ouvido do dexista é, tal como o do indio aqui citado, um sensível instrumento de captação.E isso ocorre por um pequeno detalhe que muitas vezes foge á avaliação das pessoas que procuram se inteirar deste assunto.Enquanto um instrumento eletro-mecânico ou eletrônico, apresenta uma medição precisa daquilo que é fornecido a ele, o ouvido do dexista, apresenta uma medição precisa até daquilo que muitas vezes aparenta não ser levado a ele; o dexista consegue medir o "inaudível".Pode parecer estranha esta afirmação, mas não deixa de ser verdadeira, pois a realidade mostra que o ouvido dexista ouve aquilo que o réles e normal ouvido humano não consegue ouvir. A diferença entre o ouvido e o instrumento é que a informação do instrumento é captada pedla visão e transmitida ao cérebtro enquanto que nosso ouvido, ligado diretamente ao cérebro faz esta transferência da informação captada pela audição. E sabemos que a visão é uma grande fonte de enganos para nosso cérebro. Aí estão as ilusões de ótica e o trabalho dos mágicos que não nos deixam mentir. É por isso que, em minha opinião, todo aquele que pretende se tornar um dexista, deve comprar, por primeiro um receptor bem ruim, com baixa sensibilidade e de preferência com uma péssima seletividade.Conectado a este receptor, o neo dexista, deverá colocar uma antena mal isolada, fora das medidas da faixa que pretende ouvir e de preferência com um cabo de baixada com emendas (mal feitas) e utilizando cabo coaxial e linha aberta, sem qualquer balum de acoplamento.Isso sim será o melhor instrumental de treinamento para ele.Portando um sistema de captação assim, ele terá condição de iniciar pelos ruído sem ter condições de captar áudio limpo de zoeira e fading.Com isso irá familiarizar seu ouvido ás diversas variações que um mesmo tipo de ruido pode apresentar, vai distinguir até a sua cor. E quando falo que ruido tem cor, vocês não podem duvidar, face o famoso "ruido branco" tão conhecido de todos ... e mesmo o "ruido Branco"possui (como todo dexista sabe), diversas matizes diferentes: Ruido branco claro, Ruido Branco mais escuro e por aí vai... Este tal de noise ... tem hora que "noise" deixa loucos ...Mas como de médico e loucos todos nós temos um pouco, não podemos dar importância a isso e sim utilizar esta fatia de "loucura" em nosso proveito, nos momentos onde temos de achar o "inachável".O ouvido do dexista consegue fazer isso.Pois é este maravilhoso instrumento, que permite-nos fazer escutas, onde a esmagadora maioria, portadoras de ouvidos não treinados, não consegue.Na grande maioria das vezes, realizar uma escuta dexista é identificar e separar o único grão de areia de cor diferente em uma praia.O ouvido do dexista, consegue "enxergar" a mais tênue variação de tensão num sinal de RF, variação esta que não seria detectada pelo mais perfeito micro-voltímetro eletrônico. Utilizei micro-voltímetro no exemplo, mas se fosse um nano-voltímetro o até pico-voltímetro a frase continuaria verdadeira.Aqui em Barbacena, tinha um amigo (faleceu recentemente) , radioamador, que era completamente cego.O Marcão, como o conhecíamos era uma pessoa que nos surpreendia diariamente, com a independência que sua audição lhe dava.Ele, que foi a pessoa que me ensinou de Dbase ( quando eu tinha preensões de aprender alguma coisa de programação de computadores) , saia sozinho de Barbacena e viajava á Belo Horizonte, fazia compras por lá e retornava sem nenhum incidente. Para não dizer que não existem exceções á esta regra, ocorreu sim, uma vez, quando ele caiu dentro de um bueiro destapado, perto da rodoviária de Barbacena. Mas como ele mesmo explica, isso ocorreu porque ele exagerou na cerveja antes de viajar, e assim, aumentou o número de variáveis contra si. E contava o caso de maneira hilariante, rindo-se da cena inusitada de um cego dentro de um bueiro. Mas, cito o Marcão, por ser um exemplo bem destacado da capacidade de evolução e treino que o nosso ouvido por ter.Mais de uma vez estive com ele, num ônibus, conversando e, de repente, ele me falar: "...bem Adalberto, o papo está bom, mas tenho de saltar no próximo ponto." E eu ficava imaginando, como é que ele, conversando comigo, num torvanilho de ruidos do ônibus, do trânsito, do papo dos demais no ônibus; conseguia detectar o local certo onde deveria descer.O nosso ouvido é assim. Capaz de prodígios dos quais nem fazemos idéia, pois somos escravos de um outro sentido que é a visão. A visão, nos faz ficar preguiçosos em utilizar os recursos de nossa audição á fundo. Não nos deixa ouvir mais e treinar este nosso maravilhoso órgão de captação.É por isso que até hoje, fecho os olhos para melhorar o poder de captação de uma determiana escuta ou ao para afzer a melhor avaliação possível do código Simpo que de devo anotar no LOG.Pensar que fazer escuta em condições adversas é algo fácil, que se adquire com pouco tempo; é uma grande mentira. Todos nós sabemos como nos cansa, ficar por um longo período, com fones de ouvido, captando ruidos. Cansa a mente...Mas, é a unica maneira de treinar o ouvido."Afinar o ouvido", para ser mais preciso.E é somente com um "ouvido afinado" que se consegue extrair aquele ID quase imperceptível do meio de um furacão de ruidos diversos.O ouvido afinado faz o dexista diferir uma emissora de outra pela "entonação do audio", que o ouvido não treinado "dirá": que audio ?Fiz esta reflexão, somente para imbuir os amigos, que ora desejam trilhar o caminho do dexismo; que esta tarefa não é uma coisa muito fácil, que se consegue sem algum sacrifício. Mas também, informar que é algo ao alcance de qualquer um que tenha junto consigo as seguintes condições:Desejo real, dedicação cega e persistência completa. Sem isso não nasce um dexistga verdadeiro.. . poderá quando muito ser um pseudo dexista, com algumas escutas até significativas. Mas será verdadeiramente um dexista, quando for colocado á prova, ouvindo em OM, um "!@zxe$5v^#df" , que se origina num transmissor da europa e então, fechará os olhos, sentirá o ouvido decodificar com precisão e anotará na folha de Logs a emissora captada e identificada com exatidão.Mas, não pensem, os senhores, que com esta minha fala sobre o dexista, estou valorizando o seu trabalho, em comparação com o radioescuta. ..Para mim, ambos tem a mesma importância e valor.Ao fazer o que faz, o dexista está apenas cumprindo a sua obrigação de dexista, pois isso é o básico que ele precisa para realizar o seu trabalho.
Um abraço a todos,

Adalberto

Barbacena-MG

Indutores




Todo condutor percorrido por uma corrente elétrica cria em torno de si um campo magnético de intensidade proporcional à intensidade da corrente. Se necessitarmos aumentar a intensidade do campo magnético sem aumentar a intensidade da corrente basta enrolar uma ou mais espiras (voltas de fios) em torno de um núcleo, que pode ser de ar, ferro ou ferrite (limalha de ferro com material aglutinante). A principal função de um indutor é impedir a mudança de um sinal elétrico tanto no sentido quanto na amplitude. Indutância é a capacidade de armazenar campo magnético em um condutor (bobina) percorrida por uma corrente elétrica. A indutância é medida em Henry (H) e seus submúltiplos mais utilizados são mili Henry (mH) e o micro Henry (mH).
Valores disponíveis em laboratório:
1uH - 1,5uH - 2,2uH - 2,7uH - 2,7uH - 3,3uH - 3,9uH - 4,7uH - 5,6uH - 6,8uH - 8,2uH - 10uH - 15uH - 18uH - 22uH - 27uH - 33uH - 39uH - 47uH - 56uH - 68uH - 82uH - 100uH - 120uH - 150uH - 180uH - 220uH - 270uH - 330uH - 390uH - 470uH - 560uH - 680uH - 820uH - 4mH - 5mH - 50mH
Existem choques de RF que se assemelham a resistores e outros que são semelhantes a pequenas caixas azuis. No primero caso, o valor pode ser obtido através do mesmo código de cores dos resistores. No outro caso, o valor vem escrito no componente.
Código de cores para indutores
Cor
Valor
Tolerância
Preto
0
---
Marrom
1
1%
Vermelho
2
2%
Laranja
3
---
Amarelo
4
20%
Verde
5
0,5%
Azul
6
0,25%
Violeta
7
0,1%
Cinza
8
---
Branco
9
---
Ouro
0,1
5%
Prata
0,01
10%

PT7ARQ - Raquel de Queiroz


Raquel de Queiroz
fala sobre o radiomadorismo em sua crônica publicada na revista "O Cruzeiro" de junho de 1962. A autora foi radioamadora: PT7ARQ.
CORUJA
Raquel de Queiroz
Bem, é o que sou. Não a propriamente dita, mas em linguagem de radioamador. Pois coruja é o radioamador ouvinte, o que não tem transmissor e liga o receptor em casa, para ficar ouvindo as conversas dos outros. Divertimento barato, aliás. Não precisa sequer ter-se um receptor de alta categoria: basta um pequeno transistor desses japoneses, de contrabando, acrescentado de uma antena de nove metros de fio de aço de pescador. O importante, além disso, é que o transistor tenha faixa de onda de 40 metros, que é por onde se manifestam os radioamadores da rede local. O mais é constância e paciência.E penetra-se num mundo de que não suspeita o simples cidadão, acostumado a escutar apenas as emissões comerciais de TV e "broadcasting"; pululando a nosso redor, insuspeita, mas permanente e ativa, funciona em volta do mundo todo uma imensa rede de estações de rádio, manipuladas por radioamadores que estabelecem pela Terra inteira uma cadeia de comunicações, muito mais eficiente que os serviços públicos, oficiais ou particulares. A boa vontade é o seu lema, a solidariedade humana a sua obrigação. Quem viu aquele filme francês "Si tous les gars du monde", pode fazer uma idéia do fenômeno . E não se trata de conversa de fita de cinema, não; é assim mesmo daquele jeito que eles se comportam, da Noruega ao Congo, de Ver-o-Pêso à Vigário Geral.Um radioamador é assim uma espécie de cruza entre escoteiro e "santo" de sessão espírita; do escoteiro tem a mania de bem servir, de não deixar passar um dia sem realizar um ato de bondade, muitos atos de bondade. Do espírito tem a faculdade de baixar no terreiro da gente a uma simples evocação, e ainda por cima servir de "cavalo" para qualquer mensagem de importância grande ou pequena, que você queira transmitir ou receber. Pois para que a mensagem seja transmitida, não precisa sequer que o interessado escute o apelo de quem chamou: há sempre um colega serviçal que escuta, toma nota e passa adiante, feito atleta com o fogo simbólico.Os radioamadores que se encontram diariamente a uma hora certa, em grupo, formam o que se chama na gíria deles uma "rodada" . Pode ser das cinco às sete da manhã, de uma às três da tarde, de dez à meia-noite, a rodada não deixa de funcionar, nunca. É só procurá-la na freqüência habitual e lá estarão eles, com os companheiros do éter, a "assinar o ponto", a bater papo, a comentar as marcas, as excelências e os defeitos técnicos das respectivas transmissões, enchendo lingüiça até que apareça o que eles consideram "serviço sério": recados de urgência, mensagens, comunicados de falecimento, de doença, de nascimento, de viagens, de mudanças; promoção de encontros de famílias ou amigos separados; um de Pará de Minas outro de Barra do Corda, trocando comunicados afetuosos ou urgentes, que "Mamãe foi operada. e esta passando bem", que "a festa das bodas de ouro é terça-feira, sem falta, veja se vem mesmo!" E o dono da estação de rádio é o médio. Num país onde os telégrafos tão pouco funcionam o os correios ainda menos, calcule-se o valor dessa comunicação. O que uma troca de telegramas pediria, no mínimo, alguns dias - e isso em lugar onde haja telégrafo - o radioamador resolve num quarto de hora.Creio que a rodada mais famosa do Nordeste é o chamado o "Cafezinho da Manhã", que funciona diariamente das cinco e meia às sete e engloba uma rede de radio- amadores que vai da Bahia ao Maranhão, com incursões por Minas, Pará ou até onde for a onda de 40 metros. Seu criador e animador é o "Caboclo Xavante" das tabas ao "Queixeramobim", que em geral dirige a rodada, dá a palavra a quem de direito, mantém a disciplina da reunião, faz, como eles dizem, "a roda rodar".É homem extremamente cortês, que pode estar apressadíssimo para "dar o pirulito", mas não dispensa os cumprimentos à Labre, à escuta oficial, aos colegas, de um em um, incluindo os "familiares", sem esquecer a "rede regional de corujas", da qual faço parte .Mas, sendo assim disciplinador e comandante da rodada, responsável peIo seu tom permanente de cortesia e boa camaradagem , deixa de ser o seu tanto galhofeiro, e está sempre pronto a zombar das conhecidas franqueza ou estrepolias de uns e outros, da submissão dos "barrigas brancas ", das indiscrições de algum "cavalo de cão", e insinuar maliciosamente às esposas na "coruja" as possíveis peraltagem dos maridos em viagem ... Nunca o vi em carne e ossos, mas é pessoa que trago no coração; conheço-lhe a voz entre dezenas, é realmente espírito familiar e benéfico, desses que, nos terreiros, são chamados de "guias ". O outro comandante do cafezinho o é mesmo mandante do seu direito, alta patente Militar e importante função oficial; mas para nós, é, simplesmente, "o Chaguinha ". Esse conheço de longe, é um velho amigo dos tempos em que a gente pensava que podia consertar o mundo com discursos e boletins, um dos mais eficientes e prestativos da rodada . Perde horas do seu tempo precioso importante para um recado, tranqüilizar uma mãe aflita, conseguir um avião que traga um enfermo de algum lugarejo distante, obter a vacina. Dantes era mestre em broncas, especialmente contra os mal educados que invadem a freqüência, abafando a voz dos colegas e atrapalhando as rodadas: agora, não sei o que he deu, está muito manso. Os anos de cidade e as funções oficiais não lhe alteraram a fala típica de sertanejo e a sua sertaneja paixão por saber notícias de chuva. Ah, se soldado pode ser flor, está, ali, uma. Outros membros do cafezinho são da mais variada procedência, padre e juiz, dona-de-casa, general, moço rico, pequeno funcionário, comerciante, fazendeiro, até bispo! Tem de tudo ali, reunidos todos numa só fraternidade, tratando-se por você, ninguém querendo ser melhor do que os demais. Com o truque nemonico, usam uma espécie de pseudônimo tirado das iniciais dos seus prefixos: é o "velho fazendeiro", "cabloco serrano "(não falei que eles parecem gente de terreiro? Até essa mania de se chamarem "caboclos". , ). Um mais lírico, diz-se "Viva o nosso lar ". Outro se chama "xadrez-lamparina". E tem o Zé Calado", e um meio maldizente a quem os colegas apelidam de "língua danada" . Usa, além disso, uma gíria particular, em que expressões técnicas e jargão familiar se misturam. Tratam-se entre si por macanudos. Um recado é torpedo; automóvel é pé de borracha, mulher é cristal; dar sinal no meio da conversa dos outros é dar uma bicorada; falar ao microfone é modular, e ter estação forte que abafa todo o mundo é ser tubarão etc. etc. Mas parece que, em conversa de radioamador, é proibido falar em negócios, em política e em dinheiro, regra a que eles obedecem com fidelidade. Exceção feita em casos e que aludir a dinheiro é indispensável - preço de material de rádio, de premente necessidade de alguém distante que lembra a mesada ao pai ou o numerário para uma emergência; eles, então, usam metáforas mais ou menos transparentes, como "quilociclagem", "combustível", "manteiga". E assim servem e alegrar o mundo, "fazendo a roda rodar", benza-os Deus.

birdsong_ radio_




Uma estação de rádio digital que transmite o canto de pássaros gravado em um jardim britânico surpreendeu seus proprietários e virou sucesso na Grã-Bretanha, segundo um artigo publicado no jornal Daily Telegraph.
Meio milhão de ouvintes já sintonizaram a estação e um número crescente de pessoas está incorporando a emissora à sua rotina matinal, despertando ao som tranqüilo dos pássaros.
Os proprietários - a companhia DigitalOne - avisam, no entanto, que o empreendimento é temporário, já que o formato não comporta intervalos comerciais, e deverá ser substituído por uma emissora comercial assim que surja uma candidata.
Nesse meio-tempo, no entanto, a companhia cedeu à pressão de ouvintes que queriam melhor qualidade de som e melhorou a gravação.
A audiência já lançou duas campanhas na internet para impedir que a emissora, chamada Birdsong, saia do ar.
A estação usa uma freqüência ocupada antes pela emissora falada OneWord, que saiu do ar no início do ano.
Ela inicia transmissões às seis da manhã e toca uma gravação de vinte minutos que é repetida continuamente até meia-noite.
Um ouvinte conseguiu identificar 12 tipos de pássaros na gravação, entre eles uma andorinha.
Outro fã da emissora disse que ela lhe traz segurança e tem um efeito relaxante.
O editor da revista especializada britânica The Radio Magazine, Paul Boon, disse ao Daily Telegraph que a popularidade da estação se deve exclusivamente ao boca-a-boca.
Boon disse que a revista tem recebido telefonemas de leitores que ligam apenas para dizer o quanto estão gostando da estação Birdsong.
Glyn Jones, diretor de operações da DigitalOne - empresa que controla a rede comercial de emissoras digitais na Grã-Bretanha - disse que a rádio Birdsong ganhou parte da audiência da antiga dona da freqüência, que era de 159 mil ouvintes por semana.
De lá pra cá, a emissora conquistou outros 340 mil ouvintes, disse Jones ao Daily Telegraph.
A gravação foi feita pelo presidente da DigitalOne, Quentin Howard, no jardim de sua casa, em 1991, para ser usada como trilha sonora em uma peça de teatro amador.
Howard disse que fica orgulhoso com o sucesso da gravação, mas explicou que a rádio não funcionaria como empreendimento comercial.
"Ela não está programada para fazer dinheiro, já que tem de funcionar ininterruptamente" , disse.

O inventor da Ponte de Wheatstone


Sir Charles Wheatstone
(1802 - 1875)

Créditos da matéria:www.dec.ufcg.edu.br/biografias
Cientista talentoso e versátil, homem de negócios, professor e físico inglês de Gloucester, conhecido por seus trabalhos, pesquisas e publicações sobre com eletricidade, popularizado pela invenção da Wheatstone bridge, a Ponte de Wheatstone, um equipamento para medições acuradas de resistência elétrica e largamente usado em laboratórios. Filho de um fabricante de instrumentos, logo jovem tornou-se respeitado quando demonstrou as condições da reprodução sonora (1821) e tornou-se professor de filosofia experimental no King's College, London (1834), onde porém só se tornou lecturer anos depois (1840). Associando-se com William Cooke, consagraram o uso do telégrafo elétrico, uma idéia original de Francis Ronalds, utilizando-o pioneiramente na estrada de ferro Londres-Blackwall (1838). Casou-se (1847) com Emma West e foi pai de cinco crianças. Construiu o primeiro gerador com excitação separada (1845). Na juventude também inventou instrumentos musicais, incluindo a concertina (1818), e publicou livros no assunto harmonia musical. Eleito fellow da Royal Society (l836), Cavaleiro da Legião de Honra (1855) e sócio estrangeiro da Academie des Sciences (1873), morreu em Paris, durante uma visita de consultoria telegráfica à França, e foi enterrado no Kensal Green Cemetery. Experimentou com a fotografia estereoscópica, inventou o estereoscópio e teve uma participação importante no desenvolvimento das comunicações telegráficas. Embora não reivindicado a invenção do circuito que mais tarde veio a receber o seu nome, foi certamente o pioneiro na exploração do mesmo para fazer medidas de resistências

O Dia Nacional das Comunicações


Créditos da matéria: (Texto extraído e adaptado da publicação "Projeto Três Momentos da História das Telecomunicaçõ es no Brasil", de autoria do jornalista Ethevaldo Siqueira.)

Há 52 anos, o dia 5 de maio foi instituído como o Dia Nacional das Comunicações. Nessa data, em 1865, uma grande figura das telecomunicações brasileiras nascia em Mimoso, perto de Cuiabá (MT), doze dias antes da fundação da União Telegráfica Internacional, hoje União Internacional de Telecomunicações: o marechal Rondon. Rondon foi batizado com o nome de Cândido Mariano da Silva. Adolescente ainda, para não ser confundido com um homônimo de má reputação, passou a adotar o sobrenome Rondon. No dia em que completou noventa anos, em 1955, Cândido Mariano da Silva Rondon foi promovido ao posto de marechal, por indicação unânime do Congresso Nacional. Por decisão do Ministério das Comunicações e do Serviço de Comunicações do Exército, passou a ser homenageado como Patrono das Comunicações do Brasil. Descendente de índios terenas, bororós e guanás, Rondon sempre foi o maior defensor dos indígenas brasileiros. "Morrer, se preciso for. Matar, nunca" - era o lema do brasileiro que ganhou maior projeção e reconhecimento internacionais por sua vida, inteiramente dedicada à exploração pacífica, humanitária e civilizadora dos trópicos. Ao longo de sua vida, o marechal Rondon chefiou diversas missões demarcatórias de fronteiras e percorreu mais de 100 mil quilômetros de sertões, por rios, picadas na floresta, caminhos toscos ou estradas primitivas. Descobriu serras, planaltos, montanhas e rios e elaborou as primeiras cartas geográficas de cerca de 500 mil quilômetros quadrados, até então totalmente desconhecidos dos registros nacionais. Essa área equivale ao dobro da área do Estado de São Paulo e é maior que a da França. Organizador e diretor do Serviço de Proteção ao Índio, antigo SPI e hoje FUNAI (Fundação Nacional do Índio), Rondon nunca permitiu que se cometesse nenhum tipo de violência ou injustiça contra os mais legítimos donos das terras descobertas por Cabral. Afinal, Rondon era um deles. "Os índios do Brasil", propunha o marechal Rondon, "arrancados à voraz exploração dos impiedosos seringueiros, amparados pelo SPI em seu próprio hábitat, não ficarão em reduções, nem em aldeamentos preparados. Assistidos e protegidos pelo governo republicano, respeitados em sua liberdade e independência, nas suas instituições sociais e religiosas, civilizar-se-ão espontaneamente, evolutivamente, mediante educação prática que, por imitação, recebem". Eis aí a visão humanista desse pioneiro. Em 1912, Rondon foi promovido ao posto de coronel, depois de ter pacificado os índios das tribos caingangue e nhambiquara. O Congresso Universal das Raças, bem como o 18º Congresso Internacional dos Americanistas, reunidos em Londres, e a Comissão Parlamentar de Inquérito, instituída para apurar as atrocidades praticadas contra os índios peruanos às margens do rio Putumayo, apelaram para os países que contavam com populações indígenas em seus territórios, concitando-os a adotarem os métodos protecionistas seguidos pelo Brasil, por iniciativa de Rondon. Em 1913, ganhou medalha de ouro "por trinta anos de bons serviços" prestados ao Exército e ao Brasil. Acompanhou o ex-presidente Theodore Roosevelt numa expedição de mais de 3 mil quilômetros pelos sertões de Mato Grosso e Amazonas. No ano seguinte, a Sociedade Geográfica de Nova York conferiu a Rondon o Prêmio Livingstone, medalha de ouro, por suas contribuições ao conhecimento geográfico. A mesma Sociedade Geográfica de Nova York determinou a inclusão do nome de Rondon, em placa de ouro, ao lado dos de outros grandes descobridores e exploradores da Terra: Pearry, descobridor do Pólo Norte; Amundsen, descobridor do Pólo Sul; Charcot, explorador das terras Árticas; Byrd, explorador das terras Antárticas; e por fim Rondon, o maior estudioso e explorador das terras tropicais. Condecorado e premiado por governos estrangeiros e dezenas de entidades internacionais, representativas das ciências e da paz, Rondon se tornou uma dessas raras figuras que atingiram em vida, no mais elevado grau, o nível de respeito e prestígio por sua obra gigantesca. Mas por que, pergunta o leitor, ele se torna o Patrono das Comunicações? Por contribuições de grande relevância. De 1890 a 1916, Rondon participou das Comissões de Construção de Linhas Telegráficas do Estado de Mato Grosso, que interligaram linhas então já existentes do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Triângulo Mineiro à Amazônia (Santo Antônio do Madeira). Não paira a menor dúvida de que este foi o primeiro esforço de grandes proporções para a integração nacional por meio das comunicações. Foi o próprio Rondon quem escreveu, em seu estudo "Índios do Brasil", edição do Ministério da Agricultura, Conselho Nacional de Proteção aos Índios, publicação n.º 98, volume II, página 3: "Ao terminarem os trabalhos desta última comissão (1916), havíamos dotado Mato Grosso de 4.502,5 quilômetros de linhas telegráficas (...)".Só no período de 1907 a 1909, Rondon percorreu 5.666 quilômetros ao construir linhas telegráficas e, ao mesmo tempo, realizar o levantamento cartográfico da região que forma o atual Estado de Rondônia - nome dado em sua homenagem por sugestão de Roquete Pinto -, numa área de mais de 50 mil quilômetros quadrados, cruzando rios, picadas, serras, chapadas, trilhas e estradas só transitáveis por carros de boi. Às suas linhas telegráficas, os índios deram o apelido de "língua do Mariano". Rondon a elas se referia com entusiasmo, usando a expressão "sondas do progresso". Roquete Pinto dizia que o marechal era "o ideal feito homem". O presidente Theodore Roosevelt afirmava que Rondon, como homem, tinha todas as virtudes de um sacerdote: era um puritano de uma perfeição inimaginável na época moderna; como profissional, era tão grande cientista, tão vasto era o conjunto de seus conhecimentos, que se podia considerá-lo um sábio. (...). A América, dizia Roosevelt, pode apresentar ao mundo duas realizações ciclópicas: ao norte, o Canal do Panamá; ao sul o trabalho de Rondon - científico, prático, humanitário. Desse pioneiro brasileiro, disse Paul Claudel, poeta francês e embaixador da França no Brasil: "Rondon, esta alma forte que se interna pelo sertão, na sublime missão de assistir o selvagem, é uma das personalidades brasileiras que mais me impressionaram. Rondon dá-me a impressão de uma figura do Evangelho."Cego e enfêrmo nos últimos meses de vida, Cândido Mariano da Silva Rondon morreu num domingo, 19 de fevereiro de 1958, uma tarde ensolarada, de céu azul, em Copacabana. Recebeu a extrema-unção, voltou-se para seu médico, à cabeceira, e disse: " Viva a República! Viva a República..."Foram suas últimas palavras, após 92 anos de vida inteiramente dedicada à pátria, aos índios e às comunicações.

Como ocorre o efeito "fading" na recepção


A força do sinal depende da fase entre as duas ondas (celeste e terrestre): como as mesmas têm caminhos diferentes, pode acontecer que se ache em contra-fase, no lugar da recepção, cancelando-se, portanto, parcialmente; por outro lado, caso estejam em fase, adicionam-se às amplitudes. Como as camadas ionizadas não são constantes, variará a defasagem e, conseqüentemente, a amplitude do sinal, sendo essa variação denominada de "fading". Poder-se-ia deduzir que durante a recepção à grande distância não poderia haver "fading", por não existir mais, nesse caso, a onda terrestre, ou, pelo menos, ser muito pequena a amplitude da mesma. Nesse caso, porém, podem interferir as diversas ondas celestes, em que todas percorrem caminhos diferentes e, portanto, não possuem fase idêntica provocando assim o "fading".

O Código Morse


Samuel Morse (1791-1872) foi o inventor do código com o seu nome. O código Morse representa os caracteres através de "pontos" e "traços" correspondendo estes a impulsos elétricos, resultando de sinais acústicos ou luminosos de uma certa duração. Assim, e tomando o ponto como unidade, este tem a duração de cerca de 1/25 seg. sendo um traço idêntico a 3 pontos. O espaço dos sinais da mesma letra é de um ponto. Entre duas letras o espaço é de três pontos (ou um traço ...) e entre palavras de 5 pontos.

A propagação e os radioescutas


Créditos da matéria:dxclube@yahoogrupos.com.br

Olha, eu não sei lhe responder todas estas informações, por um simples lógica, se ficar procurando as mesmas detalhadamente não vou praticar a radioescuta no inverno, período que mais gosto.
Acredito que algum colega poderá fazer isto.
Mas uma coisa eu sei e que aprendi nestes 18 anos de radioescuta que o inverno é apropriado, haja vista, por alguns detalhes de observação.
Temos menos dias de sol, então as camadas refletoras da ionosfera que deverão atuar à noite e alongam um pouco mais durante o dia. As bandas baixas são exclusivas para DX a longa distância no horário noturno.
Durante o verão existe muita estática no ar, ruídos ocasionados pela carga de íons positivos ou negativos que o proprio tempo cria pela ação do calor, efeito estufa, etc.
No inverno isto diminui e principalmente durante às noites frias.
Eu particularmente tenho um amigo radioamador, que praticou muito dx em banda baixas, como 160 metros ( 1800-1850 Khz banda de radioamamdor) e que lhe rendeu um diploma internacional reconhecendo- o como único na Amércia do Sul.
Estes ensinamentos me foram passados por ele desde 1993, quando tive os primeios contatos com o Alencar Aldo Fossá, e que ainda hoje pratica muito a recepção em banda baixa.

Não sei se consegui lhe responder, mas aí está.

Rádio – A interação Comunicador-Ouvinte


Créditos da Matéria:XAVIER, Antonio Carlos dos Santos. Conversa ao Pé do Rádio: Um Estudo da Interação Comunicador-Ouvinte.
Analise da relação que se estabelece entre comunicador e ouvinte através do rádio.
Por ser um meio de comunicação de fácil penetração e acesso, o rádio tem exercido uma importante função social, seja como formador de opinião ou funcionando como companheiro no cotidiano de seus ouvintes, constituindo-se assim em um importante veículo promotor de relações interpessoais. Partindo dos pressupostos teóricos da Análise da Conversação e Análise do Discurso, observamos como se processa esta interação a partir de alguns elementos que marcam a oralidade da linguagem usada no rádio, especificamente dois fenômenos presentes no texto: repetições e marcadores conversacionais e outros dois elementos que compõem o discurso: dialogismo e envolvimento (a divisão em texto e discurso é meramento metodológica). Pareceu-nos que comunicador e audiência se envolvem e se integram mais participativamente na Interação Radiofônica, quando aquele direciona as suas ações para satisfazer as expectativas deste, através da abordagem de tópicos comuns à sua rotina de vida. A utilização estratégica pelo comunicador de repetições, marcadores conversacionais, alinhamentos (footing) diversificados de falantes (animador, autor e principal), bem como os elementos dialógicos e de envolvimento inerentes ao seu discurso mostram-se também como fundamentais para o sucesso dessa relação. O comunicador parece estar sempre buscando tornar a Interação Radiofônica semelhante à conversação, a fim de, com isso, consolidar definitivamente a relação com a audiência.

Diodo Varicap



Diodo Varicap
Os diodos de capacitância variável, vasistores ou varicaps como também são chamados, são diodos de silício que aproveitam uma propriedade importante das junções quando polarizadas no sentido inverso e o componente não conduz a corrente. Na figura ao lado temos o símbolo e o aspecto de um diodo deste tipo.
O que ocorre é que, quando o diodo não conduz, sendo polarizado no sentido inverso, as partes do material semicondutor onde a corrente pode atuar, funcionam como as placas de um capacitor e a junção como um dielétrico.
O interessante é que se variando a tensão neste componente, os portadores de carga que se recombinam na junção podem aproximar-se ou afastar-se mudando assim a capacitância do componente. O diodo se comporta então como um capacitor, em que podemos controlar a capacitância variando a tensão inversa aplicada: menor tensão terá maior capacitância. Esta propriedade, faz com que o diodo varicap seja usado
em lugar dos capacitores variáveis no circuito de sintonia de muitos tipos de aparelhos.

Hertz - Heinrich Rudolf Hertz


Heinrich Rudolf Hertz
(1857 - 1894)

Créditos da matéria:
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/HeiricRu.html


Professor e físico alemão, natural de Hamburgo, pioneiro na produção artificial de ondas eletromagnéticas, de suma importância para o desenvolvimento do rádio, televisão e o radar. Filho de um proeminente advogado e legislador alemão, iniciou seus estudos colegiais na Universidade de Munique, transferindo-se depois para a de Berlim, onde estudou Engenharia e Física, se doutorou em filosofia. Tornando-se assistente de Helmholtz, foi ensinar física teórica na Universidade de Kiel (1883) e, depois, na Politécnica de Karlshuhe (1885-1889). Casou (1886) com Elizabeth Doll, filha de um professor de Karlsruhe, e tiveram duas filhas. Com base nas teorias matemáticas de James Clerk Maxwell (1873), construiu um oscilador (1887) e provou que as ondas eletromagnéticas propagavam-se no espaço sem necessidade de condutores, descobrindo o efeito fotoelétrico. Descobriu e estabeleceu que ondas de rádio são similares ondas de luz (1888), ou seja, não eram visíveis, mas podiam ser detectadas eletricamente, transmitidas e refletidas, com o emprego de refletores côncavos. Assumiu a vaga (1889) de professor de Clausius, na Universidade de Bonn, e morreu nessa cidade. Escreveu três importantes livros: Ondas elétricas, Notícias diversas e Princípios de mecânica. Hertz: unidade de medida de freqüência de um fenômeno periódico igual à freqüência de um evento por segundo; um ciclo por segundo. Ondas hertezianas: uma onda eletromagnética, usual de freqüência de rádio, produzida pela oscilação de eletricidade em um condutor.

Termistores


Termistores – NTC e PTC


Créditos da matéria:
Gustavo Rodrigues de Souza, 9915214 - Engenharia Elétrica - UFPR
Gustavo X, 00000 - Engenharia Elétrica – UFPR


Características dos termistores
Os temistores possuem uma constante de tempo, que considera o tempo levado para que se atinja 63% do valor da próxima temperatura. A constante de tempo do sensor depende
diretamente da sua massa e do acoplamento térmico da amostra.
No caso de consumo de potência, a corrente necessária para que o termistor comece a atuar é da ordem de 100mA, o que representará uma dissipação de potência de aproximadamente 2mW/°C. A estabilidade do termistor NTC abrange temperaturas de -50°C até 150°C, os temistores são sensores muito estáveis e sensíveis a variações pequenas de temperatura.
Os termistores fazem parte da classificação de ermoresistência. Termistores são sensores de temperatura fabricados com materiais semicondutores.
A resistência elétrica dos termistores pode variar tanto de forma proporcional ou inversa com o aumento de temperatura ao qual o sensor for exposto. Por essa característica é feita uma classificação do termistores, sendo NTC(negative temperature coeficiente) e PTC(positive temperature coeficiente).
O NTC é mais utilizado do que o PTC, devido a maior facilidade de ser manufaturado. O PTC tem como sua peculiaridade possuir um ponto de transição, somente a partir de uma determinada temperatura exibirá uma variação ôhmica com a variação da temperatura.

O diferencial do NTC é ser muito mais sensível a variações de temperatura, comparado com outros sensores de resistência variável com a temperatura, como os RTDs e os termopares.
Porém, o fato de ser mais sensível faz com que se comporte de forma não linear. A curva que define o comportamento da temperatura pela temperatura tem um comportamento exponencial.
Os RTDs são formados por materiais como o níquel, a platina ou uma liga niquel-platina. Já os termistores são fabricados de material semicondutor, tais como óxido de níquel, cobalto ou magnésio e sulfeto de ferro. Os óxidos semicondutores reagem de forma diferente do que os metais que formam os RTDs, para o NTC a resistência descresce exponencialmente com o aumento da temperatura.
Como o NTC não possui um comportamento linear da resistência com a variação da temperatura, é necessário a utilização de algum circuito que ajuste a curva exponencial para uma aproximação linear.

Resumo - Os termistores são excelentes sensores para aplicações que seja necessário uma alta sensibilidade com as mudanças de temperatura. Devido a essas características é utilizado
massivamente na área militar,área médica e na biologia.

Gauss - Carl Friederich Gauss



Carl Friederich Gauss



Créditos da foto e da matéria: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/gauss/gauss.htm

Nasceu a: 30 de Abril de 1777, em Brunswich, na Alemanha
Morreu a: 23 de Fevereiro de 1855, em Göttingen, na Alemanha
Filho de um trabalhador à jornal, foi criado no seio de uma família pobre, austera e sem educação. Dadas as precárias condições econômicas da sua família, recebeu o precioso apoio do Duque de Brunswich que reconheceu nele uma criança-prodígio. Este apoio começou quando Gauss tinha 14 anos e permitiu-lhe dedicar-se exclusivamente aos estudos, durante 16 anos.
Ainda antes do seu vigésimo quinto aniversário, já Gauss era famoso pelo seu trabalho em Matemática e Astronomia. Aos 30 anos foi nomeado Diretor do Observatório de para Göttingen, cidade da qual raramente saiu, exceto por questões científicas. Aí, trabalhou durante 48 anos (de 1807 a 1855) até à sua morte, com quase 78 anos.
A vida pessoal de Gauss foi trágica e complicada. Um pai insensível, a morte prematura da sua primeira mulher, a pouca saúde da sua segunda mulher e uma terrível relação com os seus filhos negou-lhe, até tarde, a possibilidade de vida estável no seio de uma família equilibrada.
Mesmo com todos estes problemas, Gauss manteve uma rica e espantosa atividade científica. A sua precoce paixão pelos números e cálculos estendeu-se à Teoria dos Números, à Álgebra, à Análise, à Geometria, à teoria das Probabilidades e à Teoria dos Erros. Ao mesmo tempo, levou em frente uma intensiva pesquisa empírica e teórica em muitos outros ramos, incluindo Astronomia Observacional, Mecânica Celeste, levantamento topográfico, Geodésica, Geomagnetismo, Eletromagnetismo e Mecanismos Ópticos.
Gauss não encontrou nenhum colaborador entre os seus colegas matemáticos tendo trabalhado sempre sozinho. Mas, se é verdade que o seu isolamento relativo, a sua compreensão das matemáticas «puras» e «aplicadas», a sua preocupação com a astronomia e o uso freqüente que faz do latim têm a marca do século XVIII, é inegável que, nos seus trabalhos, se reflete o espírito de um novo período. Se, tal como os seus contemporâneos Kant, Goethe, Beethoven e Hegel, se manteve à margem das grandes lutas políticas da sua época, a verdade é que, no seu próprio campo, Gauss expressou as novas idéias da sua época de uma forma poderosíssima.
As suas publicações, a sua abundante correspondência, as suas notas, e os seus manuscritos mostram que ele possuía uma das maiores virtuosidades científicas de todos os tempos.

Varistor - conhecendo um pouco este componente

VARISTOR



Creditos da matéria:Universidade Federal do Paraná
Paulo Henrique Bernardi
Paulo Marcelo de Jesus

I - HISTÓRICO
A primeira publicação sobre materiais varistores data de 1957, quando Kh.S. Valee e M.D. Mashkovich descobriram que o sistema binário ZnO-TiO2 possuia propriedades não ôhmicas. Outros estudos em sistemas binários ZnO-Bi2O3 e ZnO-Al2O3 realizados por M.S. Kosman e colaboradores (1961) e S. Ivamov e colaboradores (1963) respectivamente, também mostraram que esses sistemas poderiam ser utilizados como varistores. Entretanto, a não linearidade obtida para esses sistemas a, obtida empiricamente por I µ Va, está na região 2 £ a £ 6, que são coeficientes de não linearidade muito baixo comparados com que são obtidos atualmente (a ³ 70).
Em 1971, Matsuoka e colaboradores, fizeram varistores cerâmicos multicomponentes com propriedades muito melhores que aquelas obtidas para sistemas binários. A não linearidade nas características corrente-tensão para esse sistema foi de a=50. Um típico sistema com essas propriedades é 97%ZnO-1%Sb2O3-0,5%MnO-0,5%CoO0,5%Cr2O3, sendo essas porcentagens molares.
Atualmente, uma ampla variedade de composições são utilizadas para a obtenção de varistores. Os varistores comercialmente mais usados ainda são a base de óxido de zinco (ZnO), mas varistores de dióxido de estanho (SnO2) e dióxido de titânio (TiO2) possuem um grande potencial tecnológico que ainda não foi utilizado..
II - FUNDAMENTOS TEÓRICOS
Os varistores são cerâmicas policristalinas e como todo material policristalino possuem alta concentração de defeitos estruturais, superficiais e eletrônicos (intrísecos e extrínsecos, quando dopados). O tipo e a quantidade destes defeitos estão diretamente relacionados com as diversas etapas de processamento empregado na obtenção das peças cerâmicas. Portanto, estes sistemas têm como característica principal a presença de grãos, os quais estão interligados por
uma interface que é tida como fator determinante das propriedades elétricas. Os varistores são corpos cerâmicos altamente densos, com características não-ôhmicas. Estes materiais atuam como dispositivos de proteção em equipamentos eletroeletrônicos, cuja função é restringir sobrevoltagens transitórias, ou seja, tem como principal função manter o valor do potencial elétrico quando ocorre um grande aumento na intensidade do campo elétrico aplicado (sobretensão). Os varistores são também conhecidos como resistores não lineares ou limitadores de voltagem.
Resistores não-ôhmicos (varistores) são materiais cerâmicos densos, caracterizados por uma resistência elétrica que diminui com o aumento do potêncial aplicado, ou seja, são materiais que não obedecem a lei de Ohm: I=U/R, em que U é a diferença de potencial aplicada, R é a resistência e I a corrente que passa pelo circuito. Para os materiais varistores essa equação é modificada pelo fato que a corrente não varia linearmente com o potencial aplicado, ficando I=(U/C)a , (1) em que C é uma constante chamada de resistência nãoôhmica e a de coeficiente de não linearidade. Quanto maior o valor de a, mais sensível é o dispositivo referente a pequenas mudanças no potencial elétrico aplicado, e portanto, melhor é o varistor. Além disso, eles devem possuir uma grande capacidade de absorção de energia, que os tornam capazes de serem utilizados por exemplo como dispositivos de proteção contra surtos de sobrevoltagem. As propriedades destes materiais são altamente dependentes da sua microestrutura resultante, sendo assim, são dependentes também da sua composição química e das condições de tratamento térmico (sinterização) a que são submetidos. A Figura 1 apresenta uma curva característica de um varistor. Nessa Figura, podemos identificar três regiões distintas com relação ao comportamento da curva do campo elétrico aplicado em função da densidade de corrente, desta curva são obtidos os valores de campo elétrico de ruptura e o coeficiente de não linearidade.
Um circuito elétrico simples, que representa a atuação destas cerâmicas varistoras como dispositivo eletrônico, é ilustrado na Figura 2, tendo-se o sistema varistor em paralelo ao sistema de alimentação de energia e o equipamento. Em tensões elétricas superiores a capacidade da fonte é acionado o sistema varistor, onde a descarga elétrica é acumulada e posteriormente descarregada ao sistema de conecção terra. Evitando portanto que o equipamento seja exposto a esta sobretensão.

Dr. Nikola Tesla


Quem Foi o Verdadeiro Dr. Nikola Tesla?
W.C. Wysock *, J.F. Corum, J.M. Hardesty * * e K.L. Corum

"Nós pensamos em sua contribuição muito mais freqüentemente que as de Ampère e Ohm. . . o motor de indução e nosso sistema de força são monumentos duradouros a Nikola Tesla." Dr. E.F.W. Alexanderson
Ao contrário de tantos pioneiros estreitamente especializados na história elétrica, a questão sobre quem Nikola Tesla realmente foi, tem muitas respostas, dependendo da perspectiva do questionador. Apesar do fato de muitas de suas publicações técnicas ainda serem acessíveis, de várias biografias estarem disponíveis, e dele ter tido um impacto bastante amplo (não só na profissão de engenharia elétrica, mas também na sociedade como um todo) hoje poucas pessoas têm uma noção realmente equilibrada de quem ele era e o que ele fez. Isto é particularmente verdade de suas contribuições seminais para a tecnologia do rádio. Um número notável de artigos foram compostos para o público geral sobre Tesla - provavelmente tantos quanto sobre qualquer outro cientista na história. (Existem especiais de TV, peças, recitais, poesias e até mesmo canções populares sobre o homem.) Uma bibliografia anotada de Tesla foi publicada vinte e dois anos atrás que continha mais de 3.000 referências (e o número cresceu dramaticamente desde então). Várias revistas, jornais, sociedades e até mesmo "web-rings" foram criados como mídia exclusivamente dedicada para a discussão de suas atividades. Enquanto volumes poderiam (e foram) escritos sobre o cavalheiro, os autores presentes verão o trabalho dele de nossas perspectivas como cientistas e engenheiros. Tesla recebeu sua educação formal no Instituto Politécnico em Graz, Áustria (ele se matriculou com graduações em matemática, engenharia mecânica e engenharia elétrica) e na Universidade de Praga (onde ele executou estudos graduados em Física). Depois de um período de prática profissional em Budapeste (onde, em 1882, ele concebeu a idéia de um campo magnético giratório para mover maquinaria elétrica), Estrasburgo (onde ele construiu que o primeiro motor polifásico), e Paris, ele imigrou para os EUA com a idade de 28 anos em 1884. Com sua descoberta do campo magnético giratório e a publicação de seu celebrado documento de 1888 sobre um novo sistema de motores e transformadores de corrente alternada, sua posição na história da ciência e tecnologia elétrica estava permanentemente estabelecida. Depois de palavras de elogio ao inventor diante de uma reunião da Sociedade Real em Londres em 1892, Lorde Rayleigh declarou que Tesla possuía um grande dom para descoberta elétrica. Em 1896, no Franklin Institute na Filadélfia, Lorde Kelvin diria, "Tesla contribuiu mais para a ciência elétrica que qualquer homem até sua época". Suas descobertas e criações fundamentais atravessam a ciência básica, sistemas, tecnologia e componentes. Ele foi um dos primeiros cientistas a assimilar a distinção entre ressonância global e distribuída e, depois de se reunir em 1892 com Heinrich Hertz em Bonn, foi o primeiro a patentear a amplificação de voltagem através de ondas estacionárias em ressonadores distribuídos. (A técnica seria usada subseqüentemente por David Sloan, E.O. Lawrence, e Louis Alvarez no desenvolvimento evolutivo dos aceleradores de partículas modernos.) A unidade MKS de indução magnética foi adotada em honra a Tesla em 1956. É conhecimento comum entre engenheiros elétricos que ele foi o inventor do campo magnético giratório, do motor de indução e do sistema de distribuição de energia de corrente alternada polifásica* atualmente usado ao longo do mundo civilizado. Haraden Pratt, Presidente IRE e posteriormente presidente do Comitê de História do IRE, uma vez escreveu, "Nossa era industrial existente deixaria de funcionar sem as primeiras e maiores contribuições de tesla". Porém, a maioria dos engenheiros elétricos não sabe que, tão tarde quanto 1943, com base nas patentes de seu "Apparatus", ele (não Marconi) foi reconhecido pelo Tribunal Supremo dos EUA como tendo prioridade na invenção do "Rádio". Ainda menos cientistas da computação sabem que, quando certos fabricantes de computador tentaram patentear portas lógicas digitais depois da Segunda Guerra Mundial, o Escritório de registro de patentes dos EUA afirmou que Tesla (na virada do século) tinha prioridade na implementação elétrica de portas lógicas para comunicações seguras, sistemas de controle e robótica. Como resultado, um monopólio em lógica eletrônica não pôde ser assegurado privadamente nos anos 50. Escrevendo na volumosa edição de 50º aniversário dos Proceedings of the IRE, R.M. Page identifica o Dr. Tesla como o primeiro que "... sugeriu o uso de ondas eletromagnéticas para determinar a posição, velocidade, e curso relativos de um objeto em movimento", e agora parece ser reconhecido amplamente que Tesla, em 1900, foi o primeiro a propor o conceito moderno de radar. Certamente, a entrevista de Tesla com H. Winfield Secor aparece nas histórias sobre o radar. Ele mantém prioridade legal em controle remoto por rádio, robótica experimental, e comunicação segura por divisão de freqüência multiplexada.. A técnica de multiplicador de voltagem cascata em multiestágio ("carregando condensadores em paralelo e descarregando-os em série"), depois aperfeiçoada por Greinacher (1920), e Cockcroft e Walton (1932), com uma variante patenteada na Europa por Marx (1923), foi patenteada nos EUA por Tesla em 1897. Durante o centenário de 1984 do IEEE, o Comitê de Atividades Profissionais do IEEE identificou Nikola Tesla entre os "doze apóstolos" da engenharia elétrica. Das primeiras Transações da AIEE nós vemos que Tesla compareceu regularmente a reuniões de AIEE e freqüentemente participou em discussões prolongadas ao fim das apresentações de documentos. Ele foi selecionado para representar a AIEE no Congresso Elétrico realizado em Frankfort em 1892, e foi nessa época que viajou para Bonn para discutir com Heinrich Hertz sobre pesquisa de transmissão sem fios. Tesla serviu a profissão de engenharia elétrica em seus cargos mais altos. No início da década de 1890, ele foi eleito como vice-presidente do que é agora o IEEE. (Na época de sua eleição, Alexander Graham Bell presidiu a AIEE. Tanto Bell quanto Tesla receberiam posteriormente o prêmio de mais alta honra da AIEE.) Tesla serviu dois anos sucessivos como vice-presidente do AIEE. O primeiro livro escrito sobre Tesla era uma coleção de suas conferências públicas, e foi editado e publicado pelo terceiro Presidente do AIEE (Thomas Commerford Martin). Também deveria ser notado que Tesla foi eleito como um Membro Completo do AIEE (agora o IEEE), como também a Associação americana para o Avanço da Ciência, e uma dúzia de outras sociedades profissionais. Ele foi honrado pelo Preussische der Akademie der Wissenschaften em Berlim, e o Presidente do IEE (britânico) disse uma vez, "Tesla foi o maior inventor elétrico que nós alguma vez tivemos em nosso grupo de membros". Ele recebeu mais de 13 títulos honoris causa (Doutorados e assim por diante) de tais instituições diversas como Columbia, Yale, e as Universidades de Paris, Viena, Praga, Sofia, e muitas, muitas mais. Recentemente, outro fato fascinante sobre Nikola Tesla veio à luz. Depois de todos estes anos, está documentado agora que ele foi nomeado para um Prêmio Nobel não dividido em Física em 1937. (o nomeador de Tesla, Dr. Felix Ehernhaft, de Viena, havia sido um daqueles que nomearam Albert Einstein para o Prêmio Nobel em 1921.) Tesla possuía um talento notável para encantar e surpreender seus admiradores ao mesmo tempo em que enfurecia seus críticos. (O fenômeno continua até hoje.) É infeliz que, apesar do fato que várias biografias populares estão atualmente disponíveis, ainda não existe nenhuma autoridade formal definitiva (além de suas próprias publicações dispersas) para consultar sobre os assuntos técnicos de sua carreira científica intrigante e colorida. Tesla foi estimado pelos seus pares como um homem de ciência de primeira classe. Aqueles entendendo mal sua estatura profissional deveriam considerar cuidadosamente o respeito e admiração conferido pelos maiores cientistas vivos de sua própria era (Kelvin, Helmholtz, Crookes, Dewer, Rutherford; premiado com Nobel: Rayleigh, Bragg, Bohr, Millikan, Einstein, Compton, Appleton; e muitos outros incluindo reitores universitários, membros da comunidade de defesa, e até mesmo consultores científicos para o Presidente dos Estados Unidos). É impossível abordar adequadamente as credenciais profissionais ou realizações do Dr. Tesla neste espaço limitado. Contudo, pode ser dito com certeza que ninguém desde o Dr. Franklin mexeu mais com o mundo científico e de engenharia.


Créditos da matéria: W.C. Wysock *, J.F. Corum, J.M. Hardesty * * e K.L. Corum

PRA-X Sociedade Rádio Philips do Brasil

Fundada em 12 de março de 1930 na antiga Capital federal a PRA-X - Sociedade Rádio Philips do Brasil, era possuidora do melhor som dentre as demais emissoras da época, não só pela potência do sinal irradiado mas também pelo bom funcionamento dos rádios da marca vendidos à elite carioca por um pernambucano que viria a se tornar em um dos mais famosos produtores de programas de rádio da época. Ademar Casé. ( avô da atriz e apresentadora de programas Regina Casé ). Seus locutores propagavam-na como sendo a emissora do signo das estrelas, já que compunham sua logomarca o desenho de 4 estrelas. Ademar Casé iniciou sua trajetória de sucesso no rádio em um Domingo, 14 de fevereiro de 1932. Essa foi a data de estréia do Casé. Conforme conta seu neto Rafael Casé no livro Programa Casé - O Rádio Começou Aqui, duas horas antes de entrar no ar, todos já estavam reunidos no estúdio da rádio Philips localizado no quinto andar da Rua Sacadura Cabral, 43 - pertinho da Praça Mauá, no centro do Rio. Tudo pronto para a primeira irradiação do Programa Casé, um nome que, aliás, surgiu por acaso. Ademar convidou o Dr. Victoriano Augusto Borges, diretor da Rádio Philips, para saudar os rádios-ouvintes em nome da emissora. Porém, poucos minutos antes de o programa ir ao ar é que o diretor descobriu que o programa não tinha nome. Casé só então deu conta de que havia se esquecido desse "pequeno detalhe". Coube ao Dr. Augusto, no improviso, criar um. Às oito da noite, ele abriu a chave do microfone e anunciou: "A Rádio Philips do Brasil, PRAX, vai começar a irradiar o Programa Casé."

Bibliografia:

Histórias que o Rádio não Contou - de Reynaldo C. Tavares
Programa Casé - O Rádio Começou Aqui - de Rafael Casé

História da Indústria de Telecomunicações no Brasil - Henry British Lins de Barros

Roberto Landell de Moura - Tributo a um cientista brasileiro


Roberto Landell de Moura 1861 - 1928, Porto Alegre (RS) é considerado o patrono brasileiro das Telecomunicações (e também do radioamadorismo). Já no final do século XIX (1890) o padre gaúcho já estava bem adiantado nos estudos de um aparelho que podia transmitir e receber voz a grandes distâncias (invento que mais tarde foi chamado de rádio). A história das Telecomunicações registra que desde 1860 falava-se em ondas de rádio, ondas hertzianas, "coesor" que mais tarde permitiu a telegrafia sem fios. Em 1895 surge a antena e transmissões experimentais são efetuadas. Nesta época consegue-se a façanha de uma comunicação a 250 km de distância. No ano de 1900 aparelhos radiotelegráficos vão para bordo de navios. Censurado pela Igreja e considerado louco por seus contemporâneos, o padre brasileiro Landell de Moura coloca voz no rádio em 1904, que até então só transmitia telegrafia. A primeira transmissão de voz humana sem fio – através de ondas eletromagnéticas moduladas – foi realizada a uma distância de aproximadamente oito quilômetros (entre o Bairro Santana e a Avenida Paulista na cidade de São Paulo), foi efetuada pelo padre gaúcho Landel de Moura. Já existiam na época o telégrafo, inventado por Samuel Morse em 1807, o telefone de Graham Bell (1876) e a radiotelegrafia de Guillermo Marconi – todos utilizando fios. No ano seguinte de sua experiência inédita no mundo, o padre obtém uma patente brasileira em março de 1901. Quatro meses depois foi para os Estados Unidos tentar uma patente internacional. Em 11 de outubro de 1904, conseguiu – apesar das dificuldades encontradas – três cartas patente: “Transmissor de ondas”, “Telefone sem fio” e “Telégrafo sem fio”.

Lee de Forest - Uma vida dedicada a eletrônica


Lee de Forest nasceu em Council Bluffs, no Estado de Iowa (EUA), em 23 de agosto de 1873. Estudou na Universidade de Yale doutorando-se nesta mesma Universidade aos 23 anos de idade.
Por volta de 1897 inicio seus trabalhos no campo da telegrafia sem fio. As experiências feitas por Hertz o animaram a seguir este caminho e Forest foi um dos primeiros engenheiros a construir emissoras de telegrafia nos EUA.
Durante suas experiências no seu laboratório particular descobriu por exemplo que um bico de Bunsen podia servir de detector, quando dois eletrodos de platina eram introduzidos na chama. Esta invenção, à qual aliás Forest já deu o nome de Audion, não teve importância prática, mas posteriormente este mesmo nome foi dado à primeira válvula com três eletrodos, quando então tornou-se conhecido no mundo inteiro.
O Caminho do áudion com bico de Bunsen até a válvula eletrônica com o mesmo nome foi longo e difícil. Primeiramente Forest tentou substituir a chama de gás por um arco elétrico. Em seguida colocou o arco dentro de um vasilhame de vidro no interior do qual foi vaporizado sódio. Este aparelho já trabalhava um pouco melhor que arranjo antigo. Em seguida experimentou colocar dois fios incandescentes no vasilhame, aquecendo-os com corrente elétrica. Mais tarde substituiu um dos filamentos por um eletrodo frio, conseguindo assim o mesmo arranjo com o qual anteriormente já tinha experimentado Edison.
Finalmente Forest introduziu entre o filamento e o eletrodo frio (placa) um terceiro eletrodo (grade), o qual podia influenciar o fluxo de elétrons. Com isto estava idealizada a válvula termoiônica fundamental. A primeira patente a respeito foi requerida por Forest no ano de 1906.
Embora idealizada de início para a detecção de sinais de radiofreqüência, a válvula foi rapidamente usada para amplificação e depois também como gerador de radiofreqüência. No começo o seu inventor teve que lutar com grandes dificuldades financeiras e teve de deixar caducar suas patentes européias, por falta de dinheiro. Mais tarde porém as patentes americanas lhe proporcionaram rendimentos excelentes.
Além desta patente fundamental, Lee de Forest ainda obteve muitas outras, todas no campo do rádio e da eletrônica. Até 1958, aos 85 anos de idade, ainda trabalhava no seu laboratório, não por motivos financeiros e sim para aumentar o conhecimento científico, um trabalho ao qual dedicou toda a sua vida.
Lee de Forest, um dos grandes pioneiros da técnica eletrônica, faleceu em trinta de Junho de 1961, ficando o mundo moderno devendo grande parte de seu progresso a ele.

Creditos da matéria:
Revista Monitor de Rádio e Televisão- nº 161 de agosto 1961 - pag 46